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FESTCINE MATO GROSSO DO SUL
De 15 a 30 de janeiro, aconteceu na Capital do Mato Grosso do Sul, a 7ª Edição do Festival de Cinema de Campo Grande – FestCine Pantanal. O festival foi realizado pelo Cine Cultura, única sala de cinema de arte do Estado, que recebeu exibições de filmes e mostras competitivas. A tenda do lado externo do Cine Cultura, novidade no ano passado, também foi montada nesta edição. Assim, tiveram sessões dentro e fora do cinema, na tenda, com a exibição dos curtas através do telão que foi montado no local especificamente para isso.

Desta vez, a homenageada do FestCine Pantanal foi a cineasta Suzana Amaral, segunda mulher a ser lembrada pelo evento, a primeira foi Glauce Rocha que recebeu homenagem póstuma em 2008. Suzana está com 83 anos e muita história a contar. Com o vigor dos apaixonados pelo cinema, recentemente ela esteve nos Estados Unidos para aprimorar ainda mais seus conhecimentos sobre a sétima arte. Esta edição do FestCine também celebrou o centenário da primeira exibição de cinema em Campo Grande, com o filme “Alma do Brasil”, de Libero Luxardo, um filme de 1932, roteirizado por Visconde de Taunay, com Conceição Ferreira no elenco. Esta foi a primeira produção rodada em Campo Grande, no enredo estão retratadas as batalhas nos campos do então sul de Mato Grosso, por ocasião da Guerra do Paraguai.
O evento promoveu ainda debates sobre a produção independente de cinema no Brasil e de que forma a sétima arte está presente na região Centro-Oeste do país. O festival foi aberto com a palestra “Produção Independente de Cinema – Limites e Possibilidades”, ministrada por Assunção Hernandes, e teve mediação de Raquel Zangrandi. Também no sábado aconteceu a estréia no FestCine Pantanal da “Mostra Curta o Centro-Oeste” que teve exibições únicas de dois programas. No domingo, a sessão da “Mostra Curta o Centro-Oeste”, teve produções de Goiás e Distrito Federal, seguida de bate-papo.
Participaram Iberê Carvalho, diretor de “Para pedir perdão” – recentemente selecionado para o Festival de Cinema de Havana e que também consta na mostra do FestCine Pantanal e, Ângelo Lima, diretor de “É da Raiz”. Ainda no domingo aconteceu a mesa-redonda com tema “A Produção de Cinema no Centro-Oeste”, tendo a participação dos cineastas Iberê Carvalho (DF); Essi Rafael Leal (MS); Eduardo Ferreira (MT) e Amarildo Pessoa (GO). A entrada era franca para exibições da “Mostra Competitiva de Curtas-Metragens” e “Mostra Curta o Centro-Oeste”, palestras e debates. Para quem tiver interesse em conhecer, o Cine Cultura está localizado na Avenida Afonso Pena, 5.420, no Pátio Avenida, em Campo Grande (MS). Telefone: +55 67 3027 5858. Maiores informações também pode ser encontradas através do site: www.cinecultura.com.br
Alexandre Demarchi
Roteirista e colaborador do site EFFI e de um jornal na cidade de Timbó (SC).
Para outras informações e contatos profissionais envie email para:
demarchi32@hotmail.com
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CINEMA NACIONAL: DISPARADA!
O cinema no Brasil há muito tempo vem evoluindo e desde Central do Brasil tomou uma proporção muito grande dentro do território brasileiro. É estranho dizer que ele cresceu dentro do Brasil, mas se trata de uma verdade. Espectadores brasileiros sempre ficaram com um pé atrás quando se trata de produções nacionais. Isso ocorreu pelo estereótipo de filmes que o país produziu em escala que tratava sempre de sexo, drogas e favelas (não me pergunte agora porque as pessoas gostaram tanto de Tropa de Elite, que já ganhará a continuidade).
Desde que Fernanda Montenegro levou o cinema nacional aos olhos do mundo, com sua belíssima atuação dirigido por Walter Salles (diretor também de Abril Despedaçado, Diários de Motocicleta, Paris Je t’aime… ) o cinema brasileiro cresceu. De lá para cá produções já conhecidas como os filmes da Xuxa, Renato Aragão continuaram tendo seu espaço, e outras personalidades se arriscaram no cinema, como foi o caso da apresentadora Eliana (Eliana e o segredo dos golfinhos) e os cantores Sandy e Junior (Aqcuaria).
Há de se destacar filmes como “Bicho de sete cabeças”, “O Homem que copiava”, “Cabra-Cega”, “Meu tio matou um cara”, “Sexo, amor e Traição”, “Entre Lençóis”, “Se eu fosse você”… e outros nomes que emplacaram certa bilheteria. Por falar em bilheteria, destacam-se ”2 filhos de Francisco”, “Se eu fosse você 2”, “Carandiru”, e “Lisbela e o priosioneiro”. (Todos esses atingiram mais de 3 milhões espectadores, sendo que a história de Zezé e seu irmão chegou a mais de 5 milhões).
Em 2010 já estão previstos produções como a adaptação do livro da garota de programa Bruna Surfistinha, intitulado “O doce veneno do escorpião” e o primeiro filme da Disney produzido no país “High School Music: O Desafio”, baseado no “High School Music (1, 2 e 3)” da Disney estadunidesne. Ainda para esse ano, “Segurança Nacional” e “Tropa de Elite 2”.
Fica a observação: “Lula, o filho do Brasil” já está nos cinemas e conta a história do presidente da República: Luis Inácio Lula da Silva.
Renato Dering
Disponível em: Foi Notícia.
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SOB A MESMA LUA
Título Original: La Misma luna
Ano de Produção: 2007
Direção: Patricia Riggen
Elenco: Adrian Alonso, Kate del Castillo, Eugenio Derbez, Gabriel Porras, Maya Zapata, Carmen Salinas, America Ferrera e Jesse Garcia.

A imigração ilegal é um tema presente constantemente no cinema estrangeiro e independente. Mas se em filmes como o recente “Rio Congelado” e o ótimo “Coisas Belas e Sujas” os indivíduos que tentam uma vida em outro país é mostrado com os mesmos dramas da realidade a diretora Patricia Riggen apresenta uma perspectiva otimista para os seus personagens, não importando as adversidades que possam surgir a qualquer instante. Desta forma, predomina-se um tom de fábula em “Sob a Mesma Lua”, defendendo a idéia de que não há fronteiras para o amor.
O amor é entre mãe e filho e essas fronteiras de fato existem. Rosario (Kate del Castillo, dona de uma beleza natural hipnotizante) é jovem e nutriu no passado um relacionamento que resultou no nascimento de Carlitos (Adrian Alonso). Vendo os riscos da imigração ilegal, optou por ir sozinha para Los Angeles em busca de trabalho e uma vida melhor enquanto deixa o seu pequeno filho aos cuidados de sua mãe doente. Embora se tenham passado quatro anos dessa separação, Rosario ainda precisa passar por todos os processos necessários para adquirir uma nova cidadania e trazer Carlitos do México. Mas, sem que saiba, a sua mãe morre e o seu filho vai ao seu encontro.
Nesta jornada que acompanhamos do esperançoso Carlitos, que tem somente alguns dias para encontrar a sua mãe sem que se preocupe com o risco que acaba de se submeter (ela faz ligações todos os domingos, às 10hrs), “Sob a Mesma Lua” apresenta personagens que conseguimos antecipar a presença. Surgirá uma garota (America Ferrera) que, com o seu irmão (Jesse Garcia), se envolve em problemas, assim como o homem (Eugenio Derbez) de coração de pedra que não resistirá à inocência do garoto. Entre esses percursos há um espaço incômodo de ingenuidade. Mas é impossível não torcermos para que no fim dessa aventura que embarcamos por quase duas horas o reencontro entre Rosario e Carlitos seja concretizado.
Fonte: Cine Resenhas
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TITANIC EM 3D
HOLLYWOOD: Não é independente, mas é ousado. O diretor James Cameron confirmou durante entrevista que vai relançar o clássico Titanic (1997) em versão 3D. “Estamos fazendo a conversão do filme para 3D em alta qualidade. Geralmente, demora uns 18 meses, dependendo da complexidade do trabalho, mas nos disseram que, no caso de Titanic, vai demorar 14 meses. Já fizemos testes com alguns minutos já convertidos e ficou espetacular”, revelou.
O filme, estrelado por Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, está sendo restaurado por James Cameron (O Exterminador do Futuro), responsável pela versão original,para que o espectador se sinta dentro do navio.
‘Titanic’ arrecadou no mundo inteiro mais de US$ 1,84 bilhão e levou mais 11 Oscars. O relançamento está previsto para 2011.
Sinope: Rose de Witt Bukater (Kate Winslet) é uma jovem de 17 anos, da classe alta americana, desesperada para escapar das rígidas regras de comportamento de sua classe social privilegiada. O encontro fortuito de Rose com um jovem passageiro, de mente aberta da terceira classe, chamado Jack Dawson (Leonardo DiCaprio), abre seus olhos para o mundo que vibra além de sua gaiola dourada. À medida que sua amizade se transforma numa paixão proibida, Rose e Jack dão início a um integrante mistério que ecoa através dos anos, até o presente. Nada na Terra irá se impor entre eles – nem mesmo uma coisa tão inimaginável como o naufrágio do Titanic.
Fonte: CinePop
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SEGURANÇA NACIONAL
Filmes de ação ‘americanos’ sempre são recordes de bilheteria. Talvez o público já esteja acostumado com certos rostos estadunidenses na telona. E se colocássemos Thiago Lacerda para protagonizar tal estilo?
Não tenha conceitos prontos sobre filmes brasileiros (ainda mais nesses gêneros) e sobre a cara do ator de telenovelas. Vá ao cinema de mente aberta.
Segurança Nacional é o novo filme de Roberto Carminatti (diretor e roteirista) que estréia em Maio deste ano. O filme que foi rodado em 2006 ganhou trailer esse ano. No longa, criminosos tentam entrar no país pelas fronteiras amazônicas sabotando o sistema de vigilância da floresta, o SIVAM, e só o agente interpretado pelo ator Thiago Lacerda acredita que o espaço aéreo brasileiro será a porta de entrada do terror.
No elenco ainda temos nomes como: Milton Gonçalves, Ângela Vieira, Gracindo Júnior, Aílton Graça e outros.
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FESTIVAL DE CINEMA INDEPENDENTE ARGENTINO
O 12ª BAFICI, que ocorre que na Argentina, abre inscrições para participação de curtas e longas internacionais. O Festival se realizará entre os dias 7 e 18 de abril de 2010. A ficha de inscrição pode ser recebida enviando um email a inscripcion@bafici.gov.ar. Demais informações e regulamento estão disponíveis no site oficial:
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OS INQUILINOS
Nosso site divulga o cinema independente, mas também apoia o cinema nacional. O que é produzido e bem produzido deve ser valorizado.
O drama Os Inquilinos, com direção de Sergio Bianchi, deverá chegar às telonas no final de janeiro (…) esse filme que recebeu prêmios de melhor roteiro e melhor atriz coadjuvante no Festival do Rio 2009, além de ter sido exibido na 33ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.
A história, com roteiro de Beatriz Bracher e Sergio Bianchi, se passa durante os dias de atentado do PCC em São Paulo, quando a realidade de uma família de periferia é alterada com a chegada de três jovens barulhentos que alugam a casa vizinha. Valter, Iara e seus dois filhos pequenos passam a dormir mal. Valter, empregado em uma banca de frutas, se atormenta com as mudanças no cotidiano de sua rua, que conhece apenas pela narrativa de Iara. Iara, desde a chegada dos novos inquilinos, lhe parece cada dia mais bonita. Logo, eles percebem que os três rapazes fazem parte do crime organizado. O uso da violência parece ser inevitável, e eles começam a se sentir acuados.
O longa conta com os nomes de Fernando Alves Pinto, Zezeh Barbosa, Caio Blat, Lennon Campos, Ana Carbatti, Leona Cavalli, Pascoal da Conceição, Marat Descartes, Ailton Graça, Sérgio Guizé, Cássia Kiss, Umberto Magnani, Carlos Meceni, Cláudia Mello, Andressa Néri.
Abaixo o Trailer disponível no Canal de Os Inquilinos no YouTube.
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Um Breve Panorama do Cinema
“Em 28 de dezembro de 1895, no Salão Indiano do Gran Café, no n. 14 do Boulevard des Capucines, em Paris, 33 espectadores assistiram, pasmos, às primeiras projeções de filmes feitos pelos inventores do cinematográfico – os irmãos Lumière.” (Duarte, 2006) França, o berço de diversos outros movimentos, contribuiu também, ao fim do século XIX, com o que hoje conhecemos como Cinema. É evidente que se formos buscar uma origem precisa, assim como todos os inventos, temos em inúmeras partes do mundo e diferentes tempos, inventores e estudiosos que já se detinham desta busca pela projeção de imagens em movimento. Um ano antes dos Lumière, Thomas A. Edson, nos EUA, inventou o Kinetoscope, “era uma caixa com 15 metros de filme, que girava em tambores. Uma pessoa olhando por um orifício podia ver as imagens em movimento.” (Rodrigues, 2007)
Contudo, Edson, acreditando que seria algo passageiro, não patenteou o invento, economizou cerca de R$ 300,00 (com referências atuais) necessários para os direitos internacionais. (Temos aqui um claro exemplo da importância de se ter os direitos sobre o que você produz.) Dois anos depois, Edson tomou ciência da importância do feito e continuou a invenção. Porém foi George Méliès o primeiro a tomar frente de um cinema que, não apenas mostrou o cotidiano, assim inovando e incrementando com histórias narrativas, o primeiro que se tem notícias.
Com os irmãos Lumière o cinema encontrou sua forma de captar imagens em movimentos e trazer isso pra realidade, já com Méliès, o cinema se viu diante sua vocação, trazer sonhos para a realidade humana. Foi este que levou ao público as primeiras projeções em que as pessoas podiam sonhar em ir a Lua, por exemplo, (Le Voyage dans la lune, br. Viagem à Lua, 1902). Imaginem que aqui temos uma realidade no fim do século XIX, assim, seria o mesmo se comparássemos nossa realidade (século XXI) com carros voadores que pudéssemos comprar com mais acessibilidade.
Foi com esse alvoroço que as salas de cinema; com um pianista, um projetor e um narrador; começavam a ter mais frequentadores. Viagem à Lua, narra a história de 5 astrônomos que vão à Lua e são capturados por selenitas. A história do filme de Méliès foi baseada em um livro de Jules Verne (1828-1905), um escritor francês considerado o percursor do gênero ficção científica. Nessa simples história, Méliès inclui o imaginário, e começa a desenvolver técnicas de cinema que até hoje são utilizadas: fusão, sobreposição, exposição múltipla de imagens… Evidente que esses recursos foram se aperfeiçoando ao longo dos tempos.
“Se hoje passamos a estudar essa história, é porque quanto mais conhecemos a evolução do cinema e suas transformações, mais nos tornamos capazes de entender cada filme.” (Araujo, 1995).
Renato Dering.
Blog de Renato Dering
(renatodering@gmail.com)



